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Cláudio Roberto Contador
Principais
atividades: Secretário-Executivo da Funenseg - Fundação Escola Nacional
de Seguros; Diretor-Executivo da empresa de consultoria SILCON, Estudos
Econômicos Ltda. S/C; Perito Judicial da 4ª Vara Cível, Rio de Janeiro.
Conselhos em que participa: Conselho de Economia, Política e Sociologia, da
Federação do Comércio do Estado de São Paulo; Escola Superior de Guerra,
Conselho de Peritos em Prospectiva, Rio de Janeiro; Consultor da "Consensus
Forecasts", Londres, Inglaterra; Conselho Técnico Consultivo da SR
Rating/Duff & Phelps, Rio de Janeiro; Conselho Fiscal e do Conselho
Universitário da Universidade Santa Úrsula, Rio de Janeiro; Consultor "ad
hoc" do CNPq e CAPES; Conselho do Instituto Atlântico, Diretor de
Pesquisas, Rio de Janeiro; Conselho da Latin-American Shadow Financial
Regulatory Committee, Estados Unidos; Conselho Técnico da Confederação
Nacional do Comércio, Rio de Janeiro; Corpo Permanente da Câmara FGV de
Conciliação e Arbitragem, Rio de Janeiro; Centro Brasileiro de Mediação e
Arbitragem, ACRJ/FIRJAN/FENASEG, Rio de Janeiro; Acadêmico da Academia Nacional
de Seguros e Previdência, São Paulo
Principais graduações:
Economista (FEA/UFRJ, 1966), M. A. em Economia (Universidade de Chi-cago,
EUA,1972); Ph.D. em Economia (Universidade de Chicago, EUA, 1973)
Outras realizações: Autor e
co-autor de doze livros e 234 artigos (até dezembro de 2001) em revistas
técnicas especializadas no Brasil e exterior; Condecorado com a Medalha de
Mérito Marechal Cordeiro de Farias, Escola Superior de Guerra, 1994
Atividades profissionais
anteriores: Professor de Avaliação Social de Projetos e Programação e
Financiamento de Investimentos (Evaluación Social de Proyectos y Programación
y Financia-miento de Inversiones) da Organização dos Estados Americanos (OEA),
de 1974 a 1976; Coordenação de Pesquisas no INPES/IPEA de 1973 a 1977;
Coordenador de Projeto Especial de 1977 a março de 1979; e Coordenador da Área
Macroeconômica, de março de 1979 e março de 1980; Professor Adjunto do
Departamento de Economia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de
Janeiro, de 1974 a 1980; Professor da Fundação Getúlio Vargas, de 1974 a
1975, no Instituto de Estudos Avançados em Educação (IESAE), e de 1978 a
1980, na Escola Brasileira de Administração Pública (EBAP); Professor-Conferencista
na Universidade Federal do Rio de Janeiro, Coordenação dos Programas de
Pós?Graduação de Engenharia, COPPE/UFRJ, de 1976 a 1980; Editor-Chefe da
revista Pesquisa e Planejamento Econômico, do IPEA, de janeiro de 1978 a março
de 1979. Membro do Corpo Editorial, de 1975 a 1980; Coordenador de Projetos e
Pesquisas da COPPEAD, de janeiro de 1986 a de-zembro de 1987; Membro eleito do
Conselho de Coordenação do Centro de Ciências Econômicas e Jurídicas da
Universidade Federal do Rio de Janeiro, de junho de 1986 a janeiro de 1988;
Membro eleito do Conselho Universitário da Universidade Federal do Rio de
Janeiro, de outubro de 1986 a outubro de 1990; Consultor do Banco Mundial (World
Bank) de 1986 a 1988; Consultor da Organização Pan-Americana de Saúde, em
1987; Membro do Conselho de Assessoria Acadêmico-Científico da IBM -
International Business Machines, Brasil, de 1988 a 1990; Diretor-Geral do
Instituto de Pós-Graduação em Administração COPPEAD, eleito para o período
1988?1989; Membro do Conselho Editorial da Revista SPE de Planejamento, de 1988
a 1990; Diretor da Seccional Regional da Sociedade Brasileira de Planejamento
Empresarial SPE, eleito para o período 1989/90; Decano Substituto do Centro de
Ciências Jurídicas e Econômicas CCJE/UFRJ, de julho de 1989 até janeiro de
1990; Membro do Conselho Curador da Universidade Federal do Rio de Janeiro,
eleito em março de 1990, período 1990-91; Membro do Conselho Editorial da
Revista Brasileira de Economia, de 1991 a 1998; Membro do Conselho Diretor do
Programa de Mestrado Empresarial, Conjunto Universitário Cândido Mendes, de
1991 a 1996; Consultor "Ad-hoc" do Conselho Nacional de Pesquisas,
desde 1982; da Fundação de Amparo à Pesquisa do RGS, desde 1993; e do
Conselho de Ensino e Pesquisa para Graduados - SR2, da UFRJ, desde 1994; Membro
do Public Advisory Board, da Andersen Consulting do Brasil (atual Accenture), de
junho de 1994 a dezembro de 1998; Membro do Conselho Consultivo de MAP
Consultoria de Risco, Rio de Janeiro, de junho de 1994 a 1995; Colaborador da
Câmara de Comércio Americana, Rio de Janeiro, de julho de 1994 a dezembro de
1996; Coordenador do PNBE - Pensamento Nacional de Bases Empresariais, desde
setembro de 1999; Coordenador da Área de Economia e Finanças, COPPEAD,
Universidade Fede-ral do Rio de Janeiro, de 1994 a agosto de 2000; Diretor do
Centro de Estudos e Pesquisas em Seguros, CEPS/COPPEAD/UFRJ, de 1997 a 1998, e
de janeiro a agosto de 2000; Professor Titular do Instituto de Pós-Graduação
em Administração, Universidade Federal do Rio de Janeiro, aposentado.
Clipping
de notícias: FOLHA
DIRIGIDA - Especial dia do Professor (2002)
Um campo profissional abrangente a
ser explorado
O
professor Cláudio Contador ressalta que muitos profissionais podem se adequar a
um mercado que está em franca expansão
Secretário-executivo da Funenseg
fala do mercado de seguros e da Educação
O professor e economista Claudio
Contador, há dois anos no cargo de Secretário-Executivo da Fundação Escola
Nacional de Seguros (FUNENSEG), destaca a qualidade do serviço oferecido pela
Instituição, uma formadora, por princípio, mas geradora de diversas
atividades de grande relevância para o país nas áreas de seguro e de
pesquisa. Membro da Federação do Comércio do Estado de São Paulo e da
Confederação Nacional do Comércio, no Rio de Janeiro, Claudio Contador
defende investimentos maciços na educação, sobretudo das mulheres, e cobra
incentivos à pesquisa de novas tecnologias. Eis a entrevista:
Folha Dirigida - Qual é o principal objetivo da FUNENSEG?
Claudio Contador - A formação. Temos desde a área de formação básica
profissional, que seria de corretores, atualmente não apenas de seguros, mas
também de vida e previdência, além de uma série de outras atividades que
envolvem publicações. Também formamos executivos, nas parcerias com os MBA’s,
e a geração de pesquisa. Temos um programa no qual aproveitamos jovens que
estejam fazendo teses relacionadas ao tema “seguro” e, se elas forem de boa
qualidade, transformamos em livros. Ou seja, gera-se conhecimento específico
publicado pela FUNENSEG. Firmamos parcerias com algumas universidades mas, de um
modo geral, a pesquisa é aberta, e não apenas no Rio de Janeiro, mas no Brasil
inteiro.
Folha Dirigida - O perfil do
profissional de seguro mudou?
Claudio Contador - Mudou muito. Atualmente o profissional de seguro precisa ser
um gerenciador de riscos. Ele tem que ser um consultor. E a sua atividade não
se restringe apenas à apólice de seguros. Este profissional tem que estar
preparado também para ser um consultor financeiro, e acoplar uma série de
outros produtos. É fundamental possuir uma formação geral, saber, por
exemplo, sobre previdência e capitalização, dentre outros assuntos. E a
FUNENSEG está realizando um importante trabalho neste sentido.
Folha Dirigida - O senhor acredita
que as instituições de ensino deveriam dar mais atenção a área de seguros?
Claudio Contador - Sim. O profissional, atualmente, tanto na área de Economia,
quanto na área de Estatística, de Engenharia, sai da universidade graduado, e,
às vezes, não tem emprego. A área de seguro é por excelência de
administração de riscos, e que contempla uma variedade enorme de atividades.
Um profissional com boa formação em Engenharia pode trabalhar com inspeção
de risco e de acidentes. Trata-se de um amplo mercado.
Folha Dirigida - Os professores que
ministram aulas na FUNENSEG são formados na própria Instituição?
Claudio Contador - A grande maioria é formada na FUNENSEG. São bons
profissionais. Mas para isso existe uma seleção rigorosa. Circulo pelo Brasil
e é muito interessante verificar o orgulho dos profissionais de estarem
transferindo o seu aprendizado para os alunos.
Folha Dirigida - E o que pesa mais na
escolha do professor: a titulação ou a experiência em sala de aula?
Claudio Contador - Os dois. Mas é importante citar que depende da turma. Se
estivermos procurando um professor na área de MBA, por exemplo, é necessário
dar maior ênfase à questão do conhecimento. No entanto, no caso da formação
do corretor, é importante que o profissional tenha experiência e boa
comunicação. No curso de corretor é fundamental que o professor tenha uma boa
vivência, pois é essa vivência que ele terá que passar. Ele deverá contar
os casos que presenciou. Isso fundamenta a formação do aluno.
Folha Dirigida - O ensino a
distância poderia minimizar o problema do analfabetismo?
Claudio Contador - Não. O ensino a distância não vai conseguir resolver o
problema do analfabetismo porque, de alguma forma, é necessário existir alguma
unidade com ensino presencial. É impossível tornar uma criança alfabetizada
apenas com um microcomputador. E as pessoas que precisam ser alfabetizadas, na
verdade, nem têm acesso ao micro. Esse é o outro lado do Brasil. O ensino a
distância é um grande fator de impulso para melhorar a formação. Para isso
ele é precioso.
Folha Dirigida - Ainda vale a máxima
de que o brasileiro não gosta de ler?
Claudio Contador - Isso mudou muito. O brasileiro, atualmente, já compra muito
mais livros. Acho que a população está lendo mais, principalmente porque os
livros baratearam muito. Mas não tenha dúvida de que estamos longe, muito
longe, de outros países. É a questão do despertar, de acenar com a magia da
leitura. O livro é eterno. Uma criança alfabetizada, e ela pode ser
alfabetizada em pouco tempo devido ao surgimento de novas técnicas, é
totalmente diferente de uma criança não alfabetizada. Mas para isso é
primordial que se cultive a idéia da leitura, da busca do conhecimento. Não
basta, por exemplo, realizar um programa de alfabetização de adultos, como
ocorreu em décadas passadas, o chamado Mobral, porque forçava-se o aluno a ler
numa fase da vida em que ele não precisava tanto da leitura. Acho que foi uma
experiência extremamente válida mas, na verdade, é muito melhor oferecer a
formação para uma criança, em particular, para as meninas. As meninas são
muito mais importantes do que os meninos.
Folha Dirigida - Qual é a razão de
se priorizar a educação das mulheres?
Claudio Contador - Na verdade, uma menina alfabetizada exigirá um novo
comportamento do marido, não vai aceitar agressões e terá menos filhos. Isso
pode ser comprovado em pesquisas de comportamento. A mulher é multiplicadora,
pois vai exigir que os filhos estudem. Elas tendem a ser mais responsáveis.
Existem experiências muito interessantes, com pesquisas inclusive em
comunidades carentes, em que se comparam mulheres alfabetizadas e
não-alfabetizadas. A preocupação com a saúde das crianças, por exemplo, é
totalmente diferente. Uma mãe alfabetizada terá, por exemplo, maior
preocupação com a vacinação dos filhos. E veja, não estou exigindo que ela
tenha curso universitário. Não é isso, basta oferecer uma formação mínima
e a mulher acaba se interessando mais pela leitura do que o próprio homem.
Embora seja óbvio que não se possa educar somente as meninas. A primeira-dama
da República, a antropóloga Ruth Cardoso, insiste muito na educação
feminina. Ela explica que a mulher educada vai ao posto, faz pré-natal e tem
mais higiene. No entanto, não estou dizendo com isso que deva-se abandonar a
educação masculina. Trata-se apenas de uma constatação comprovada em
diversas análises.
Folha Dirigida - O senhor considera importante que o próximo governo do país
priorize os níveis básico e médio da educação?
Claudio Contador - O ensino fundamental no Brasil está passando por uma
mudança muito grande. Efetivamente, diminuiu o número de crianças fora da
escola, com exceção das que estão nas ruas ou sendo exploradas pelos pais,
mas este é um caso de polícia. Lugar de criança é na escola. É preciso
obedecer a Constituição e ela garante educação para todos, sem
diferenciação. Na educação básica é fundamental recapacitar os
professores, oferecendo maior apoio e salários mais atraentes. Já existe uma
série de projetos, como o cheque-educação. O ex-governador do Distrito
Federal e ex-reitor da Universidade de Brasília (UnB), Cristovam Buarque, por
exemplo, fez um programa fantástico de cheque-educação, que oferecia
estímulo para que os pais mantivessem a criança no colégio. Porém, começo a
me preocupar com o ensino médio e também com a universidade. Portanto, não é
possível priorizar. A educação é encadeada.
Folha Dirigida - O senhor é favorável à reserva de vagas para alunos carentes
em universidades públicas?
Claudio Contador - A reserva de vagas demonstra uma discriminação muito
grande. Na verdade, é necessário melhorar o ensino médio, pois para ingressar
no ensino superior é preciso o componente do mérito. Não estou excluindo a
idéia da bolsa, pois tive alunos que moravam em favelas e se tornaram
excelentes profissionais. Considero que neste país é preciso atacar os
problemas na raiz. Paliativos não vão resolver nossos problemas.
Folha Dirigida - Que país serviria como exemplo para o Brasil?
Claudio Contador - A Coréia do Sul. Era um país extremamente pobre, com dois
mil anos de atraso. Não eram 100 ou 500 anos, como o Brasil. E um dia eles
resolveram mudar. No entanto, eles não tinham dois mil anos de analfabetismo. O
coreano sempre leu. Havia uma tradição de ensinar as crianças a lerem em
casa. O problema é que o ensino era divorciado da prática. No momento em que o
Japão começou a investir na Coréia, para criar as indústrias, foi muito
fácil, pois todos sabiam ler instruções.
Folha Dirigida - Qual sua opinião sobre o panorama educacional do Brasil?
Claudio Contador - Melhorou. Na verdade, a educação se tornou mais universal.
Foi a troca da qualidade pela quantidade. Atualmente, o acesso à educação é
muito mais amplo e democrático. Porém, após este primeiro momento, é
necessário que a qualidade e a quantidade estejam unidas. Esta busca deve ser
intensa. Mas existe um problema sério para chegarmos a este ponto, que é a
formação dos professores. E, neste caso, as universidades são culpadas, pois
são elas que formam os professores do ensino médio. E, para agravar o
problema, as universidades públicas, principalmente as federais, estão
passando por uma grave crise financeira.
Folha Dirigida - Como está o nível do magistério?
Claudio Contador - É preciso enaltecer a figura do professor. Não apenas como
aquela pessoa que transmite informações, mas também que ensina conteúdos e
cidadania. Acredito que a valorização do professor ainda vai demorar e não
será um governo que resolverá esta questão. Torna-se necessário criar um
novo professor para que ele seja novamente respeitado. Um profissional que seja
bem remunerado e que tenha tempo e estrutura para se recapacitar. O professor
deve se reciclar sempre. Ele não pode parar de estudar, sob pena de ficar
defasado.
Última atualização: 12/07/2007
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